Até que ponto a empresa deve ser responsável pela qualidade de vida de seus funcionários?

3º Café com RH

Evento discutiu a responsabilidade de uma empresa na promoção da qualidade de vida dos seus funcionários

(E) Alberto Ogata, Paulo Amorim, José Ricardo Amaro e Tatiana Sendin

(E) Alberto Ogata, Paulo Amorim, José Ricardo Amaro e Tatiana Sendin

Até que ponto a empresa deve ser responsável pela qualidade de vida de seus funcionários? Essa foi a pergunta central do 3º Café com RH do ano, evento promovido pela Revista Você RH na manhã de hoje, 20 de setembro, e que reuniu executivos de recursos humanos para compartilhar tendências da área.

Para apresentar o assunto e oferecer respostas sobre a questão em pauta, o bate-papo contou com a participação de Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), José Ricardo Amaro, vice-presidente de recursos humanos do Grupo ABC, e Paulo Amorim, diretor de recursos humanos da Dell para a América Latina. A conversa foi mediada por Tatiana Sendin, repórter da Revista Você RH.

Os três convidados foram unânimes ao relacionarem o conceito de qualidade de vida à ideia de bem-estar, e também às escolhas de cada indivíduo no seu dia a dia, dentro e fora do trabalho. E foi justamente nesse ponto que surgiu uma primeira resposta para a pergunta do café: se as escolhas são pessoais, não cabe à empresa fazer um controle delas, e sim dar bases, orientações e opções ao colaborador para que ele possa viver melhor, saudável e realizado. 

Paulo Amorim classificou a companhia e seus líderes como agentes facilitadores da qualidade de vida, e incorporou ao conceito de bem estar a ideia de trabalhar o tempo de forma otimizada e fazendo o que gosta. E é pensando assim que o executivo consegue aliar trabalho, família e lazer de forma equilibrada. “Seria estressante tentar separar a vida profissional da pessoal”, disse o executivo. Ele contou ainda que, por vezes, em suas viagens ao exterior, conta com a companhia da esposa e dos filhos. E nas horas de lazer, faz alguns passeios de motocicleta.

Ambiente de trabalho é um fator predominante no conceito de qualidade de vida exposto por José Amaro. Para ele, a promoção do bem-estar do funcionário não passa apenas pelos programas de saúde promovidos nas organizações, mas no cuidado e zelo para que cada colaborador se sinta realizado no seu ofício, em sua rotina. O executivo se mostrou contrário aos programas engessados ou regrados, em que todos devem fazer a mesma coisa, sem opção de escolha.

Para que exemplos como esses se tornem eficientes e presentes na vida dos funcionários, existem as já conhecidas e citadas iniciativas de home-office, day-off, ginástica laboral, acompanhamento médico, academias, corridas, dentre tantos outros. Mas se uma determinada ação não estiver alinhada à estratégia da empresa, e mais, se não atender as reais necessidades dos colaboradores, de nada irão valer, confirme ressaltou e orientou Alberto Ogata.

Segundo o presidente da ABQV, um programa de qualidade de vida se torna eficiente quando planejado e implementado por um gestor. Cabe a esse profissional fazer um diagnóstico da empresa, avaliar as necessidades e interesses do grupo, alinhar o projeto à estratégia da companhia e usar bem as ferramentas da comunicação, além de estabelecer boas parcerias com fornecedores, se necessário.

Pensando nessa necessidade de planejamento, a Dell formou uma comunidade de co-criação. De acordo com Amorim, esse grupo trabalha pela cultura interna da companhia, e auxilia os gestores a enxergar a real situação da empresa e tomar as decisões mais adequadas ao seu público interno,

Conforme relatou Amaro, o Grupo ABC opta por atender pontualmente as expectativas de seus funcionários. “Para cada pessoa, existe uma realização. É preciso ver o que é viável dentro do que razoável”, afirmou o VP. Amaro defendeu também a transparência e o engajamento, em tempos de trabalho pesado ou situações internas mais críticas, que podem, de alguma forma, comprometer a qualidade de vida dos funcionários: “Se vai ser preciso ralar, avise”.

Ogatta compartilhou uma das conclusões do debate. Para ele, de fato, o pilar profissional permeia as demais dimensões do ser humano. Portanto, se a empresa se tornou um bom lugar para se trabalhar, esse já é um bom começo para promover qualidade de vida para os funcionários. 

Fonte: VOCERH

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